domingo, 24 de junho de 2007

Baçonaria

Sim, leram bem. Eu escrevi Baçonaria e não Maçonaria. Para os mais desatentos, vou fazer a distinção entre ambas. A Maçonaria é oriunda do Francês maçonnerie e significa arte de pedreiro; sociedade secreta, também chamada franco-maçonaria, composta por elementos ajuramentados, espalhada por todo o mundo, cujo objectivo principal é desenvolver o princípio da fraternidade e da filantropia, e que tem como símbolos os instrumentos do arquitecto e do pedreiro (triângulo e compasso); A Baçonaria não é mais do que uma reunião de pessoas com o apelido Bação.

Foi o que aconteceu este sábado, na Granja, pequena localidade no concelho de Mourão e que fica entre esta e a Amareleja. Uma reunião de pessoas unidas pelo mesmo apelido que, presume-se, tem uma raiz comum. Todos os Bação serão oriundos da mesma raíz no Alentejo, mas que ao que parece, tem uma origem não portuguesa, talvez espanhola (Bazan) ou mesmo francesa (Basson).

Voltando á mega reunião de familiares Bação, foi algo de estranho para mim ver mais de 100 pessoas a quem poderia chamar sem qualquer problema primo... pois também sou Bação (por afinidade). Poderia mesmo dizer que tudo o que a minha vista alcançasse na Casa do Povo eram familiares! Confesso...aquilo não foi uma reunião, foi um almoço-lanche-ajantarado-com-direito-a-baile. Tem esta definição pois começou por volta das 13 e acabou bem para lá da meia noite, juntando-se á festa de S. João. Este almoço-lanche-ajantarado-com-direito-a-baile reuniu pessoas de todo o Pais unidas apenas pelo apelido/parente comum, e ainda primaram pela ausência os Bação do Porto pois a data não era a mais apropriada (Faltar a um S. João no Porto é crime de lesa-patria...mas isto é apenas a minha opinião! Desconheço a verdadeira razão da ausência.)

Vou aproveitar e dar os meus parabéns á Sra. D. Maria Bação (prima Maria, vá...), promotora e organizadora deste mega-evento que animou a pacata aldeia da Granja. Esperemos que para o ano haja mais.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Wrestling

No dia 9,sábado, fui ao Pavilhão Atlântico ver as estrelas do Wrestling que compõem o programa/marca RAW. A luta livre pode ser encenada mas nem tanto. Sou daqueles que não acredita que se encena não sei quantas derrotas consecutivas e se possa eventualmente perder alguns milhares de doláres em direitos de imagem e publicidade... meus amigos, perder nem a feijões me agrada embora tenha algum poder de encaixe (não parece mas tenho...) devido ás muitas derrotas acumuladas nos desportos que pratiquei.


Adiante. Vi algumas das vedetas desse espectáculo actuarem ao vivo e confesso que foi uma experiência diferente. O ringue que se vê na televisão parece maior do que aquele que fomos presenteados no Atlântico, os rapazes que por lá lutam parecem mais pequenos na TV (em alguns casos...).Deixo-vos algumas fotos...




Não foram TODOS os melhores combates nem consegui tirar fotos a todos os lutadores...pois a distância primeiro e o facto de poder assistir ao vivo algo que pensei ser só possivel fora de Portugal depois fizeram com que poucas fotos se aproveitassem.
Foi uma experiência diferente. Aconselhável a fãs (fanáticos ou curiosos). Acima de tudo, é um espectáculo misturado com luta livre e isso é algo que convém nunca esquecer.

domingo, 10 de junho de 2007

Rosário e Pedro

Já os conheço há uns anos:a ela, das pistas de dança, e ele, da mesa que, em todos os campeonatos, se reuniam alguns ilustres e iluminados do nosso clube. Ela e eu partilhávamos as pistas e não raras vezes nos treinos trocávamos alguns mimos (não ganhei o titulo de bulldozer dançante por nada, alguém tinha de justificar o porquê...). Com ele tive longas conversas, tendo a mais célebre envolvido acções da TMN. Mas isso são contas de outro rosário,não desta Rosário. (Olha, fiz um trocadilho! Queres ver que estou a começar a ficar bom nisto?).

Há uns tempos, recebi a noticia: A Rosário e o Pedro iam casar! Dada por eles próprios!

Deus Meu! Sinal do Apocalipse! - pensei eu, armado em parvo, desarmado pela revelação. Não era surpresa nenhuma o facto de casarem, apenas não estava a espera de ser tão cedo, afinal só namoraram um porradão de anos...

No dia 7 deste mês aconteceu o feliz enlace com respectivo copo d'água no Samouco (fazendo juz ao jargão ferroviário só pára no Samouco para meter água).


Aos recém casados os votos de muitas felicidades e uma boa lua-de-mel,que dure pelo menos uns anos valentes.
Ah, e a festa estava muito boa,convém dizer-se.
PS: Obrigado, Ana Margarida, pelos breves instantes em que me fizeste recordar que, de facto, ainda poderia dançar um bocadito...
PS2: Danças Tribais? Não danço!Não gosto e não quero! Recuso-me terminantemente a dançar ritmos tribais...como aliás ficou provado no casamento da Ró e do Pedrito.


domingo, 20 de maio de 2007

Rato Cego

O rapaz tinha acabado de chegar áquele serviço, vindo de uma pequena secção na mesma fábrica.
Eram cerca de 90 homens que partilhavam o mesmo balneário, um mundo, comparado com os 10 (contando com ele) que antes, noutra parte da fábrica, partilhavam outra área parecida...mas mais pequena.
Era, apesar de ser conhecido por todos na fábrica, um novo elemento, visto como "bicho fanómico", uma novidade no balneário.

"Como é que vieste cá parar? Mandaram-te para cá agora?" - perguntaram-lhe os mais antigos."
"Não conseguiam aturar-me mais...nem o meu padrinho!" - respondia-lhes o rapaz. Gargalhadas soltas e sonoras logo pela manhã fazem sempre bem.

O pior estava para vir á hora do banho. O rapaz, que usava óculos, ficava ceguinho sem eles. No balneário antigo, este conhecia os cantos á casa e evitava os obstáculos (que via como sombras sem forma). Agora em casa nova...era o cabo dos trabalhos. Assim que sai do seu canto sem óculos a caminho do chuveiro, não consegue evitar um dos bancos corridos que estavam mais próximos de si e dá-lhe uma violenta pancada. Acerta em mais um ou dois até chegar a terreno aberto...e operário é terrível nestas coisas...

"Então,pá? Não vês o raio do banco?"
"Epá...sem óculos fico ceguinho..." - riposta o rapaz, tentando desviar-se das sombras que lhe causavam dor de cada vez que lhes batia.

Então, do fundo do balneário, algures no meio dos chuveiros e da multidão, ouve-se uma voz, gritando bem alto um nome que marcará o rapaz para sempre enquanto este estiver naquele serviço... "Ó RATO CEGO!!!". Mais uma gargalhada geral e o ar envergonhado como que a aceitar o seu novo "nome de guerra".

Desde então, o rapaz é conhecido pela alcunha de "Rato Cego", devido a nada ver sem óculos...

domingo, 13 de maio de 2007

Algumas divagações...

...e que, devido á preguiça, não escrevi sobre elas no momento.
Vou começar por uma frase que, fora do seu contexto, tem o título de "anedota do ano". Foi proferida durante um plenário no dia 8 de Maio, convocado pelo nosso excelso Administrador, devido á reestruturação do Arsenal do Alfeite.Vou confessar a quem me lê que pela primeira vez na minha vida, em 12 anos de casa, nunca tinha visto tanto chefe de serviço, de área tecnológica e de divisão por m2. Nunca tinha visto tanto quadro intermédio num plenário juntamente com operários (normalmente aos plenários convocados pela Comissão de Trabalhadores apenas respondem os operários; os quadros nem aparecem...).Voltando ao assunto...
Enquanto abordava a falta de mão de obra a nível fabril e o atraso do Arsenal no que concerne a tecnologia e conhecimentos, o Sr. Administrador disse, e cito, "o Arsenal precisa de mais engenheiros!".A gargalhada foi geral. Então o homem queixa-se que precisa de mais gente para trabalhar e logo depois sai-se com uma destas???Os quadros (engenheiros) talvez envergonhados pela reacção sairam do plenário. Nem os Directores evitaram um sorriso envergonhado pela espontaneidade da reacção.No dia seguinte o nosso Administrador classificou de "basismo primário" a reacção dos operários e defendeu a classe que curiosamente também é a dele (pertence á ordem e é Director para qualquer coisa...)
Eu fui dos que me ri a bom rir na altura...mas mais tarde, a frio, compreendi o que o nosso excelso Administrador quis dizer. Precisa de conhecimento desses engenheiros no terreno...e não atrás de uma secretária. Mas precisa de BONS engenheiros. De engenheiros que não tenham problemas em vestir o macaco e ir a bordo ver o problema e não terem medo de apresentar uma solução diferente da que vem nos manuais...pois cada caso é um caso. De meter mãos ao serviço se caso for disso.
E isso claramente o Arsenal não tem. Tem pseudoengenheiros que tem o canudo (com médias que Deus nos livre...ou te-lo-ão adquirido na modalidade Universidade Independente?) para justificar a posição que ocupam. Ao nosso Administrador faltou coragem para afirmar que a mediocricidade grassa nos quadros técnicos se deve também á falta de critério na hora da escolha ...todo o engenheiro para ali serve...mas enfim estou a fugir ao tema.
A conclusão final é esta: O Arsenal do Alfeite vai passar a pertencer á EMPORDEF (Empresas de Defesa do Estado) e passará a S.A., portanto...a privatização vem a caminho. Vamos esperar que o exemplo das OGMA não se repita e que todos estejam conscientes do que isto possa acarretar nas nossas vidas.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Camarada ou Colega?

Hoje tive uma discussão bastante interessante com um outro camarada/colega de serviço acerca de como nos tratamos: se por camarada ou por colega. Há uma grande polémica criada em torno do termo camarada, invariavelmente associado ao militante ou simpatizante do Partido Comunista e dito muitas vezes em termos menos próprios, como se um militante do PC fosse um leproso ou assim. Pode ser uma espécie em extinção mas não vamos ser assim tão ruins a tratar mal, pois não?
Fui ao dicionário e decidi investigar o que significava cada um dos dois termos: camarada e colega, tendo obtido os seguintes resultados:

camarada / s. m. / s. f.; 3ª pess. sing. pres. ind. de camaradar; 2ª pess. sing. imp. de camaradar
(de câmara)
s. m., companheiro de quarto; pessoa com quem outra convive; condiscípulo; colega; cada um dos indivíduos que exercem a mesma profissão; militar que está impedido do serviço de um oficial;
arreeiro; jornaleiro; trabalhador (Brasil)
s. f.,concubina.

colega / s. 2 gén.
pessoa que, em relação a outra, faz parte da mesma comunidade, corporação, profissão, etc. ;
pessoa que exerce as mesmas funções ou foi encarregada da mesma missão.

Até ver há algo que os une: o facto de tanto o camarada como o colega poderem exercer a mesma profissão.
Contudo há algumas variáveis sobre estes dois termos que NÃO constam nos dicionários mas que alguém tratou de acrescentar. Senão vejamos:
  • Diz-se que para os lados do Marão "camarada" serve para designar uma junta de bois;
  • Na tropa diz-se que colegas são as p****;
  • Companheiros? Nunca, pois a mesma tropa diz que esses são p*********!
  • Amigos?Nem pensar! Conhecidos e mesmo assim de muito longe!
Moral da história: É muito ruim ser-se padre numa paróquia destas!

domingo, 22 de abril de 2007

300



O rei Leónidas (Gerard Butler) e seus 300 guerreiros de Esparta lutam até a morte contra o numeroso exército do rei Xerxes (Rodrigo Santoro). O sacrifício e a dedicação destes homens uniu a Grécia no combate contra o inimigo persa.Dirigido por Zack Snyder (Madrugada dos Mortos) e com Gerard Butler, Rodrigo Santoro e Dominic West no elenco.

Ontem á noite vi 300, um filme algo diferente. Um filme baseado numa batalha histórica e decisivo para o desenvolvimento da civilização como nós a conhecemos na Europa: a batalha de Thermophylae, ou em português, Termópilas. Relatos da época chegados até nós dizem-nos que 300 homens resistiram durante 3 dias em Thermopylae contra milhares de persas (os numeros históricos diferem entre uns "miseros" 350.000 e 2.500.000 homens, entre Marinha e Exército). Esta batalha teve o condão de aliar as diversas cidades-estado gregas que até lá estavam desavindas e uniu-as contra um inimigo comum: Xerxes. Juntas travaram o avanço dos persas pela Europa fora e só Deus sabe o que seríamos hoje, se em vez da influência greco-romana, existisse a influência persa na nossa civilização....

Voltando ao filme: Efeitos especiais bons, a história bem espremida até ao fim, com alguns detalhes mais fracos (Leónidas não verte 1 pinga de sangue mesmo atravessado por varias setas...), um Rodrigo Santoro irreconhecível no papel de Xerxes (caracterização no minimo excelente)...e sangue. Muito sangue para os apreciadores de cabeças cortadas, braços fora, corte de pernas e por aí fora. Um filme para apreciadores.

Nota de rodapé: Hoje vi o Wrestlemania 23 na Sic Radical...Adorei! Especialmente quando, na Batalha dos Bilionários (Mr. McMahon vs Donald Trump) com um árbitro convidado (Stone Cold Steve Austin) que garantia que um dos dois iria sair careca (uma das estipulações do combate para o derrotado), McMahon, o criador do Wrestling como o conhecemos, sai completamente careca...O criador sai derrotado e humilhado em sua própria invenção...

terça-feira, 17 de abril de 2007

O Curso do Sócrates - Versão Corrosiva

Bem...Hoje deixo uma pérola para apreciadores: "Como Sócrates Completou O Curso" e é da autoria dos inevitáveis Gato Fedorento.



Corrosivos q.b., admiro-me como ainda estão na televisão pública e a falar desta maneira...vamos a ver por mais quanto tempo andarão eles por aí.

domingo, 15 de abril de 2007

The Departed: Entre Inimigos


Em Boston, a polícia federal encontra-se em guerra aberta contra o crime organizado. O jovem polícia Billy Costigan (DiCaprio) foi destacado para se infiltrar na máfia controlada por Frank Costello (Nicholson). Enquanto isso, Colin Sullivan (Damon), outro jovem agente, trabalha para a Unidade Especial de Investigação na tentativa de deter Costello. Aquilo que os seus superiores desconhecem é que Sullivan é também um infiltrado, enviado por Costello. Quando se torna claro que existem duas toupeiras em acção, começa uma corrida contra o tempo...

Este serão foi passado a ver "Entre Inimigos". Jack Nicholson não sabe actuar mal e os restantes acompanham-no...Este filme NÃO É RECOMENDADO para quem gosta de finais felizes e cheios de florzinhas e amor no ar. Li na crítica que Scorcese retirou as cenas mais violentas do filme. Nem quero imaginar como seria o filme se as tem mantido...Contudo yours truly recomenda este filme avisando os mais susceptiveis por causa de algumas cenas mais sangrentas.
P.S. fora de contexto: Descobri este site quase por acidente http://www.a28.org/ Consultem-no e vejam que no pais mais civilizado do mundo, no superpolicia mundial, entre outros nomes bonitos que não me ocorrem agora também há problemas...

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Chefe,eu? Não, obrigado!

Parece mentira mas não. É um facto consumado. Não quero ser chefe. Nem pensar nisso é bom.
Mal mando em casa, quanto mais em meia dúzia de maduros metidos ao pingarelho...
Podem pensar que estou na tanga, a dar baile...mas não. Não quero mandar. Não me vejo á frente do que quer que seja e onde quer que seja. Tenho a perfeita noção de que seria um perfeito desastre como chefe. Ainda por cima tendo um background, como se diz agora, bastante sombrio, e trabalhando num estabelecimento estatal onde um conhecimento ou posição diferentes das oficiais (do chefe) são confundidas facilmente com insoburdinação, onde uma pergunta mais complexa sobre o trabalho feito é visto como uma tentativa de usurpação de conhecimento para poder passar por cima de outros colegas, um desinteressado "Posso ajudar?" é interpretado como "Mas porque é que este gajo vem pra aqui meter o bedelho?", um tema de conversa que não fosse futebol, mulheres, carros ou pesca faz meio mundo olhar para ti como se fosses um bicho raro, uma resposta fácil a uma pergunta considerada dificil pelas mentes pensantes lá do sítio é visto como uma demonstração barata e inútil de conhecimento (ou simplesmente, para brilhar).
Não conseguiria estar num sitio como chefe tendo individuos que tudo fariam só para ficarem bem vistos perante mim em prejuizo dos outros, fazendo-me todas as vontades quer a nível laboral, quer extralaboral (exemplo: se eu gostasse de pescar teria de certeza um individuo que não se importaria de me acompanhar a qualquer sitio para uma pescaria...para mais tarde poder obter dividendos, por exemplo, uma eventual promoção aquando de abertura de vagas).
Aquela espécie de pessoas que todo o chefe gosta de ter a volta a bajulá-lo, vulgo engraxador, seria a primeira espécie que eu baniria de meu serviço. Mas temo que o serviço ficasse deserto...
Além do mais o meu mais que reconhecido feitiozinho da m.... iria ajudar mais á questão. Resumindo, não me vejo com perfil de líder nem com pulso forte para tal. Como costumo dizer Antes um operário acima da média de que um chefe de m....

domingo, 25 de março de 2007

The Queen


A noticia da morte de Diana em Agosto de 97 espalha-se rapidamente pelo Mundo. Incapaz de compreender a reacção emocional dos seus súbditos, Isabel II (Helen Mirren) isola-se com a família real em Balmoral. Tony Blair (Michael Sheen), recém-empossado como primeiro-ministro britânico, percebe que os líderes do país precisam tomar medidas que os reaproximem da população e tenta reatar os laços entre esta e a realeza. "A Rainha" é um olhar sobre a forma como a Família Real foi afectada e o que aconteceu nos bastidores do poder quando a tragédia bateu à porta. É um filme sobre a batalha entre o que deve ser público e o que é privado, a responsabilidade e a emoção, enquanto uma nação e o mundo se ajoelhavam a chorar a morte da Princesa do Povo, aguardando as reacções dos líderes.

Vi, há alguns dias atrás, o filme “ The Queen”, em português simples, “a Rainha”.
Helen Mirren é Isabel II, Rainha de Inglaterra, e graças á sua interpretação neste filme conseguiu o Óscar para Melhor Actriz Principal.
A interpretação de Helen Mirren é, no meu ver, fantástica. Mas é hilariante a caracterização que o realizador fez de Tony Blair, como uma criança deslumbrada a quem é dado um novo e fantástico brinquedo, neste caso o cargo de primeiro ministro britânico. Um filme que apesar de tudo mostrou a outra faceta da família real, que se mostrou indiferente com a morte daquela que foi a princesa do povo. Mas também mostrou o lado humano de Isabel, que, apercebendo-se do ódio que gerara nos seus subditos com todas as suas reacções, deu o braço a torcer e mostrou que realeza também tem sentimentos.

sábado, 24 de março de 2007

Toquei o céu....mas espantei-me a todo o comprido!

Toquei o céu…mas espantei-me a todo o comprido! Podia ser esta a frase que descreveria o meu sentimento na passada 6ª feira, após uma conversa com a moça com quem fiz o tryout. Dividi o tryout em duas partes (não sei se é assim que se faz, mas penso que se deve fazer): fomos para a pista primeiro, ver o que cada um sentia com o outro a seu lado e depois duas cadeiras e uma mesa para partilharmos a experiência, trocarmos palavras e ideias, e acima de tudo objectivos, mostrar o que queremos,colocarmos as cartas na mesa.
A primeira parte, concordámos, correu bem e até acima das expectativas para quem estava parado ia para quase dois anos. Ela surpreendeu-me pois conseguiu juntar á generosidade em pista a inteligência e a noção de estar em pista que poucas têm por muito que tentem ou por mais que treinem. Contudo o pior estava reservado para o fim. Os nossos objectivos eram claramente díspares.Competição vs Diversão. E a cereja em cima do bolo: ela tinha um preconceito que eu compreendo...também sofro do mesmo. Quando entrava em pista não conseguia evitar olhar em volta e pensar : “Somando o peso do par dará quase-QUASE-o meu peso!”. Entre outras coisas, um preconceito tolo que persiste em ligar-se á Dança de Salão voltou a fazer das suas e a afastar, na minha humilde opinião, uma excelente dançarina das pistas.Entretanto, sacudo o pó e levanto-me…com a sensação boa de por momentos ter pairado em pleno ar e esperando um dia poder pairar de novo.
Rosário, não pude deixar de ler o teu comentário no meu post sobre o tryout e não posso deixar de comentar aqui em directo com um tom, digamos, paternal, sobre o que disseste... Não,filha, não te traí...

quinta-feira, 22 de março de 2007

...e agora para algo completamente diferente...

Pelo que li na FOCUS nº 387 (14 a 20/3/07) há como que um ressuscitar de um homem que isolou um país do mundo durante décadas e manteve na ignorância milhões de portugueses.”A bem da Nação” dizia ele, fazia tudo isso. A malta fala, fala…mas no fundo ninguém conhece quem foi Oliveira Salazar. Eu, como comunista assumido que sou, afirmo que foi vilão. Como pessoa, como ser humano que sou, esquecendo os ideais que defendo e olhando a História com olhos imparciais (ou pelo menos tentando) vejo um homem que tentou fazer o melhor por Portugal (ditadura é ditadura e nunca são boas por melhores que sejam as reais intenções dos seus lideres) mas defendo que estaria rodeado pela pior corja existente, uma tradição que a nossa politica (e não só) teimam em manter, afastando o que é bom e mantendo o que não presta perto de si. Teria Salazar real conhecimento das acções da sua policia secreta? Seria realmente Salazar quem mandava na PIDE/DGS? Seriam dele mesmo as ordens que transformaram Portugal num “feudo privado” em pleno século XX? A geração que viveu debaixo da ditadura fala horrores, contudo alguns clamam por um regresso de Salazar da tumba! Não compreendo…se era assim tão mau porque raio o querem de volta?
Mas o que me faz falar aqui do “senhor das botas” é a similaridade de factos entre o anterior regime salazarista e o nosso regime, liderado por um homem que de filosofo apenas tem o sobrenome e que tem como “primeira dama” alguém com um programa sobre língua portuguesa á 6ª feira á noite… (mente doentia!).
Há discursos de Sócrates em que há claras alusões a ideais de Salazar a nível político. Por exemplo: quando o primeiro se refere a “sanear primeiro as Finanças e depois a Economia e o Social e só no fim o Politico”, é uma reprodução quase fiel dos ideais do ditador.
Uma outra similaridade se prende com as famosas “Conversas em Família” de Marcello Caetano, programa televisivo onde este explicava aos nossos pais e avós as suas politicas para que todos compreendessem. Actualmente temos no canal do Estado “As escolhas de Marcelo” e “Notas Soltas”, de duas figuras com algum peso político nos respectivos partidos que, curiosamente ou não, são os mais votados pelos portugueses, fazendo com que os outros três partidos com assento na Assembleia nem constem na tabela de programação a não ser em algum tempo de antena.
Mais uma parecença, querem? Então, cá vai! Os nossos pais e avós decerto lembram-se de, no tempo da ditadura, qualquer inauguração em que aparecesse o Presidente da República, aparecia também o reverendíssimo cardeal patriarca de Lisboa. E agora? Aquando dos 50 anos da RTP houve a inauguração das novas instalações, transmitidas em directo, e adivinhem quem era o piqueno vestido de vermelho ao lado do Cavaco?!

quarta-feira, 21 de março de 2007

O meu tryout

Tryout (ou try out): Anglicanismo usado na Dança de Salão para definir o experimentar, provar, para ver se de facto se deve ou não haver continuação a nível de par. Aplicação prática - “Ana vai fazer um tryout com Pedro ”.

De facto assim foi. Ontem fui a um tryout numa escola de Dança de Salão a convite do treinador da mesma. Ao fim de quase 2 anos de exílio ao qual me condenei por vontade própria voltei a pisar uma pista de dança para uma «experimentação» com a...com a...ai que se me foi o nome! A quem de direito que me responda a este post e me diga como ela se chamava!!!!!Voltando ao tema de abertura....A sensação de regresso a um local que me proporcionou momentos de felicidade é quase indescritível…o interior daquelas 4 linhas dão-me uma sensação única. Contudo devo já dizer que o que menos me importou ali, pela primeira vez em toda a minha vida, foi a qualidade da dança. Num tryout testa-se o potencial parceiro de dança (neste caso a potencial parceira).
Mas a minha cabeça martelava constantemente: «QUERO LÁ SABER!» (para os british: I don’t give a damn) e ali estava eu, fazendo o esquema que me foi dado para fazer com a moça (pedi ao treinador para nos montar um pequeno esquema de forma a que não houvesse sentimentos de insegurança infundados quer nela quer em mim) não prestando a mínima atenção a qualquer virtude que ela tivesse, deleitando-me apenas com o meu simples pisar da pista e o contar dos tempos…os passos estavam lá, estupidamente defeituosos mas saiam assim como eu os punha e queria (confesso, queria-os mais perfeitinhos, mas com uma paragem tão longa não se esperam milagres!). De início nem ligava ao que ela fazia, eu estava de volta...e sentia-me bem de regresso! O magano do ombro, habituado que está á boa vida, é que não gostou desta azáfama toda…e manifestou-se. Senti-me como há muito tempo não me sentia…e isso é meio caminho andado. Não sei se esta será a minha parceira, mas gostei do ritmo. Há algumas arestas que têm de ser limadas. Ela nunca competiu em toda a vida e não se sente confortável com isso...não posso obrigar ninguém a fazer o que não quer pois estaria a cometer erros que foram cometidos sobre mim por outras pessoas...

terça-feira, 20 de março de 2007

Paixão ou Obsessão?

Uma temática bastante complexa de abordar (ainda mais por um leigo) mas que é interessante por um simples ponto de vista que eu gostaria que colocar: Onde acaba uma e começa a outra?
Apenas faço a pergunta por uma questão simples: até que ponto a paixão por algo pode toldar-nos a razão ao ponto de ficarmos obcecados por isso? Exemplo prático: a Dança. Falo contra mim, pois eu gosto da Dança, de um ramo específico da Dança. Apaixonei-me por Dança de Salão. Contudo, talvez por más influências, deixei a paixão tomar conta da razão e fiquei obcecado por esta. Tinha de fazer mais, fazer melhor... era o mesmo que pedir a alguém que, com um Mini, tentasse ultrapassar um Mercedes na auto-estrada! O mais chato era que tinha sempre alguém a dizer que o Mini estava a quase a passar pelo Mercedes…
Algum tempo após a minha saída, vi o quão errado estava...o Mini estava com muito atraso em relação ao Mercedes mas estava de tal forma convicto do que lhe diziam que iria desenfreado por aí fora, completamente cego, toldado por uma "paixão" que não o era...Só após a minha saída pude ver com olhos de ver o que realmente me rodeava...
Esse alguém que eu via e que me servia de exemplo, de mestre, de guia…eu não lhe via paixão pela Dança, via-lhe obsessão quase doentia nos olhos. Uma obsessão que não é saudável e que em nada ajuda. Ou a paixão por algo torna-nos insensíveis a tudo o que nos rodeia? Torna-nos brutos e afasta quem gosta de nós? Fazem chorar de tristeza, de dor, em vez de chorar de felicidade? Foi o que aconteceu em algumas etapas da minha vida. Dei por mim a afastar-me das pessoas que me rodeavam, a magoar pessoas que gostavam de mim, entre outras coisas…
Penso poder chegar a uma conclusão e que me desculpem os aficionados e apaixonados pela Dança de Salão em geral: A paixão é saudável, a obsessão não. A saúde mental da pessoa que a pratica (ou a ensina) muda radicalmente…e o ambiente em seu redor também.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Pandora

Muito tenho eu ouvido falar sobre esta piquena (e muito provavelmente muitos de vocês também...) mas não tinha conhecimento da real história da Caixa de Pandora (não, não é da Caixa de Aposentações e muito menos da Caixa Geral de Depósitos.)

Conta a Mitologia Grega que Zeus ordenou a criação da primeira mulher e lhe deu o bonito nome de Pandora (era para ser Cátia Vanessa mas os outros deuses não deixaram. Zeus ainda propôs Soraia Alexandra mas mandaram-no dar uma curva ao bilhar grande). A Deusa da Sabedoria, Atenas, que pelos vistos era a madrinha da cachopa, deu-lhe muitos talentos (não confundir com talentos escondidos nem com a moeda da época com o mesmo nome) e Zeus, encantado, presenteou-a com uma caixa. Caixa essa onde estavam enclausurados todos os males da Terra. A piquena cresceu, fez-se uma mulherzinha, veio para a Terra, e casou com Epitemeu, o primeiro homem (Obrigado, meu Deus por me livrares de um padrinho que me desse tal nome!).
O homem, com tanta coisa boa para fazer com a Pandora, com tanto sitio bom para meter a mão (e pelo que rezam as histórias da altura a Pandorinha era boa como o milho e não era muito tímida nessas coisas...) foi logo mexer no pior sitio...na caixa da Pandora.Podia ter mexido em todo o lado mas não...Tinha de ser na caixa! E pimba! Á conta desse malandro, todos os males se abateram sobre a Terra.

E desde então vivemos para sempre felizes neste cantinho á beira mar plantado...haja guerras, tsunamis, furacões ou derrames de crude, passa-nos tudo ao lado! Será que a Caixa de Pandora foi aberta cá por estas bandas?Sim, porque se não acontece cá nada...é porque os males têm de sair de algum lado não????Terão as suas origens em algum sítio, nisso estaremos todos de acordo! Ah...na mitologia grega, a unica coisa que fica no fundo da caixa e de lá não sai é a esperança. Ainda não estão convencidos de que este rectângulozinho á beira-mar plantado não é mais do que A caixa de Pandora?

terça-feira, 13 de março de 2007

Engenheiro?Não, obrigado!

Ontem, tive um acesso de loucura (sim, pois isto não tem cura!De quando em vez a malta tem recaidas...) e fui-me inscrever para fazer provas de acesso para o Ensino Superior. Coisinhas muito acessíveis como Física e Matemática, para uma possível entrada em Electrotecnia ou algo que o valha. Contudo, estive a ver as áreas técnicas a que me poderia candidatar e... fiquei parvo. Só três anos para formar um licenciado?Não era mais tempo? É por causa dessa coisa de Bolonha mas que nada tem a haver com a massa nem com a carne da mesma terra que sabe tão bem e que se come em restaurantes italianos?

Mas algo está errado nesta história. Eu, Acácio Jardim Martins, ENGENHEIRO?Seja lá do que seja? Eu, anti-engenheiro convicto,formar-me em engenharia de qualquer coisa?
Eu,defensor da teoria de que é preferível formar pessoas desde a base (do zero,por exemplo) e promovê-las até ao topo de uma carreira de forma a poderem ter conhecimento prático da função e exercer funções de chefia com mais precisão, melhor coordenação e conhecimento do que se passa no terreno de forma a não meter os pés pelas mãos,como os ENGENHEIROS?
Há um ditado lá onde trabalho que passa de geração para geração de trabalhadores e que sempre fez sentido: Quem sabe,sabe...Quem não sabe, é chefe!

Enfim,voltando ao assunto, há algo que eu gosto de sobremaneira mas não sei se tenho estofo para tanto... seria Gestão de Recursos Humanos. Desconheço a realidade a nível de emprego mas acho que seria uma área bastante interessante e em que eu me poderia identificar (apesar das minhas raizes não serem propriamente isentas e terem uns tons um tanto ou quanto avermelhados...mas pronto.).
Mas infelizmente, para meu grande mal, há um velho dizer popular que diz «nunca digas desta água não beberei»...

segunda-feira, 12 de março de 2007

The Ghost Rider


Ainda jovem imberbe, Johnny Blaze (Nicolas Cage), famoso pelas suas proezas em cima de uma mota, vendeu a alma ao diabo para salvar o pai de um cancro em estado terminal. Acordo é acordo…e agora, o Diabo veio buscar o que é seu.
Durante o dia, Johnny é um acrobata sem medo...mas à noite, na presença do Mal, ele torna-se num Ghost Rider, um implacável caçador de demónios fugitivos a soldo do Senhor das Trevas.
Johnny é apanhado no meio de uma guerra entre Criaturas das Trevas por causa de um “contrato” que se supõe ser maléfico o suficiente para dar poder suficiente a quem o tiver de destruir a Terra tal como a conhecemos…

Completamente fora do que é meu hábito, fui assistir a uma quase-estreia de um filme. Quase-estreia, disse, porque a estreia a sério foi na 5ª feira…mas são detalhes. Não sou grande apreciadores de premiéres (ou estreias, para quem gosta mais da palavra portuguesa) pelos mais variados motivos, desde a elevada quantidade de sub-16 existentes na sala e que nunca se cansam de fazer comentários á Gabriel Alves (melhor ainda: não fecham a abençoada matraca!) ou aqueles que, mesmo sendo sub-14, se comportam como verdadeiros adultos…num quarto de um motel, ou ainda porque muito sinceramente já me habituei desde há muito a ver um filme sem ter tanta gente a assistir.
Falando do filme em si, bem…Tem acção e gostei. Impressionou-me um bocado a cena da transformação do Nicholas Cage para algo em chamas (literalmente!) mas de resto gostei muito da interpretação da Eva Mendes.

Qualquer dia ainda me chamam de Lauro Dérmio: Vamos ver o filme, ou como se diz em amaricano,lets luc at da traila!

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

The Good Shepherd

Ontem fui ao cinema. A Cátia deu uma folga aos livros e eu uma folga á medicação e lá fomos ver (a muito custo, pois a mesma hora, jogava o Glorioso contra a equipa do Paços de Ferreira...) o Bom Pastor. Mas valeu a pena. Aconselho a ver a quem goste do género.

A história nunca revelada do nascimento da CIA vista através da vida de um homem que acreditava na América e que sacrificaria tudo o que amava para proteger o seu país, é contada em 'O Bom Pastor', um drama épico que apresenta um elenco recheado de estrelas, dirigido por Robert de Niro. Edward Wilson (Matt Damon) é um patriota que aprecia o valor da discrição – sigilo e compromisso com a honra foram-lhe incutidos desde a sua trágica e privilegiada infância. Um estudante sedento de conhecimento em Yale em 1939, é recrutado para aderir à sociedade secreta ‘Skull & Bones’, uma irmandade de laços fortes que visa o desenvolvimento de futuros líderes mundiais. A mente acutilante de Wilson, a sua imaculada reputação e o seu credo sincero nos valores da América fazem dele o principal candidato a um carreira em espionagem por parte daqueles que monitorizam novos recrutas.O jovem idealista é recrutado para trabalhar nos OSS, o percursor da CIA, durante a II Guerra Mundial. Esta decisão irá alterar o curso da sua vida bem como o mapa geopolítico dos nossos dias, à medida que Wilson e os seus companheiros, membros do clube secreto, criam a mais poderosa agência secreta do mundo.É um filme sobre a natureza humana, sobre as escolhas de um homem e as suas consequências.


Matt Damon tem uma interpretação magistral, desde “O Talentoso Mr. Ripley” de 1999 que não mostrava provas do seu talento. Retrata um homem frio, (mas no fundo atormentado pela morte/suicídio do pai), que opta pela sua carreira em vez de investir no seu casamento e família.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Bancada da Oposição

Em todos os locais que conheço e que frequento existe um grupo de pessoas que comenta o que está bem e o que está mal e o que faria para mudar tudo isso. Até aqui tudo bem. Em todo o mundo existe disto…até na longínqua ilha de Vanuatu deve existir disto. Mas também deve existir aquela sorte de pessoas que da mesma forma que fala mal, comenta igualmente mal, escuda-se num aparência ilusoriamente serena e, baseando-se em factos irreais, faz o que se apelida de (e vou usar um termo bonito) “defecar sentenças” (para quem não souber o que é, vá ao dicionário!).

A esta sorte de pessoas costumo apelidar de “bancada da oposição”. Podem só perceber de buracos em meias de lã ou de pregos em sapatos mas rapidamente opinam sobre qual a melhor acção a tomar sobre o que fazer ás tropas americanas no Iraque…e têm sempre razão, pois elas é que sabem!

Isto tudo para dizer o que? Bancadas de oposição têm a força que se lhes der e em muitos sítios mandam mais que os donos ou os gerentes dos locais…atrever-me-ei a dizer que em certos sítios são consultadas (e reverendadas!) quais eminências pardas das quais tudo depende.

Por isso e por menos não consigo compactuar com certas coisas. Não consigo aceitar estar num sítio onde haja notórias divisões internas. Na minha escola por exemplo. Somos 8 alunos actualmente, a terminar o curso técnico de Electrotecnia. Quando começámos eramos 32 há 3 anos atrás...mas nós 8 mantivemo-nos unidos contra tudo e conseguimos levar o barco até agora e vamos entregar o NOSSO projecto final em fins de Março se tudo correr bem.

Moral deste post: Quem me afastou da Dança, além da lesão, foram as eminências pardas da mesma…